Nos dias 14 e 15 de Março de 2013, Renato e o Pe. Zenildo estiveram presentes no primeiro Encontro Estadual das Populações Atingidas por Barragens. Onde puderam conhecer um população do Paraná que é desconhecida por muitos paranaense.

História de injustiça, de medo, mas também de muita luta e superação, histórias de garra e de valorização da família.

As pessoas, de modo especial atingidos pelas barragens lutam por um ideal de justiça, eles lutam para ter de volta aquilo que lhes foi tirado indevidamente.

A sociedade organizada, dentre as quais a Cáritas devem desprender todo apoio na luta desse povo esquecido e fortalecer cada vez mais a luta contra a construção de novas barragens, pois o governo não está ligando muito para os desastres ambientais ou familiares que estas barragens provocam.

Neste encontro oi tirado um novo encontro em Maringá, para o dia 11 de maio. Onde será elaborado uma agenda de lutas, e planejamento do movimento contra a construção de Barragens em vista da preparação do encontro nacional do MAB, que irá acontecer em São Paulo (Capital), de 3 a 7 de junho de 2013.

O encontro nacional tem como objetivo reunir representantes e lideres do movimento de vários lugares do país e até mesmo de outros países, afim de, debater temas do nosso interesse cotidiano, descidir as lutas necessárias, confraternizar nas alegrias e vitórias construídas por todos e todas.

Uma das pautas é denunciar o atual modelo energético porque faz parte de um modelo de desenvolvimento que não serve aos interesses do povo, que prejudica e explora os atingidos e os trabalhadores e que permite a apropriação privada dos bens naturais e dos recursos públicos que pertencem ao povo. O encontro busca o dialogo com a sociedade sobre um novo sistema de produção de energia que beneficie o povo, que leve em conta os interesses das populações atingidas e considere as conseqüências sobre o meio ambiente, além de pressionar o governo para o atendimento da pauta de reivindicação dos atingidos e trabalhadores.

Como podemos ver esse modelo de energia não prejudica somente as pessoas que foram atingidas diretamente com as desapropriações para as construções das barragens, mas também atinge toda a classe trabalhadora, ao ser cobrado um valor de energia abusivo das famílias brasileiras, enquanto as grandes indústrias pagam um valor bem menor e gasta muito mais energia.

Precisamos nos organizar, e também manifestar nossa indignação. Venha participar deste debate no dia 11 de Maio, em Doutor Camargo-PR. Mais informações na ARAS/Cáritas de Maringá fone: (44) 3263-4887 ou e-mail: arasmaringá@gmail.com

Renato Lima

Secretário Aras/Cáritas

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