Aconteceu dia 5 de Abril de 2013 na sede da APP/Sindicatos, em Curitiba o 2º Seminário Regional da Juventude Negra de Curitiba e Região Metropolitana. Tinha como tema: “pelo fim do extermínio e da intolerância!”.

Evento foi organizado pela Colmeia Projetos sociais e a Casa da Juventude e apoiado pela Cáritas, Meninos de 4 pinheiros, Pastoral da Juventude, ACNAP, APP/CUT e Futura.

Objetivo era conhecer as experiências e projetos e atualizar os dados locais sobre a juventude negra; Estabelecer diálogos com pessoas e organizações que trabalham pela promoção dos direitos humanos da população negra; Fortalecer a rede de entidades e ações conjuntas para o enfrentamento da intolerância, da violência e do extermínio da juventude negra; Refletir sobre o papel do Poder Publico e da sociedade civil no combate à violência e ao extermínio de jovens.

Foram realizadas três mesas painelistas: Mesa Romários e Cidas: Relatos do Cotidiano, momento de muitos relatos de jovens sobre o que enfrentam no dia a dia; segunda mesa Cristianes e Joílsons: perspectivas e possibilidades para efetivo enfrentamento da violência e do extermínio da juventude negra no Paraná, onde foram apresentadas algumas perspectivas e alguns dados alarmantes sobre o extermínio e preconceitos sofrida especialmente pela população jovem negra; terceira mesa Milton Santos: diálogos possíveis entre poder Público e Sociedade Civil, foi mostrado que o preconceito está enraizado, é estruturante e ele existe agora está na hora de enfrentar.

O Seminário buscou reivindicar a garantia de acesso aos meios de participação social efetiva dos jovens negros nos espaços de cultura, lazer, esporte, profissionalização, saúde, educação e nos espaços deliberativos do poder público; e direito de tratamento sem distinção étnico-racial em abordagens policiais; direito a defensoria pública como política de Estado para contribuir na defesa dos direitos humanos e na proposição de medidas judiciais contra violação dos mesmos; entre outras reivindicações.

Os mais de 100 jovens e participantes do 2º Seminário reafirmaram que a juventude negra quer ousar e construir um Brasil justo, equitativo, mirando a civilização e que tenhamos garantido o direito à vida.

A Cáritas esteve presente na terceira mesa discutindo possíveis diálogos entre poder Público e Sociedade Civil. Acreditamos, como Cáritas, que só teremos real transformação desta triste realidade a partir do momento recordar nossa história, admitirmos nossa realidade e nos organizarmos, pois temos um racismo estruturante.

Por isso reafirmamos que o presente e o futuro do Brasil não merecem cadeia, nem mesmo ser excluída ou sofrer preconceito e nem mesmo ser exterminada. Firmes pelo fim do extermínio e da intolerância juvenil.

Por:  Amauri Antonio Mossmann

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