Fontes de energia alternativas, quer dizer, fontes sustentáveis de energia, despontam em meio à crescente necessidade de preservação e manutenção dos recursos naturais. Quando ocorrem, os investimentos em fontes alternativas significam inovação e aplicação de tecnologias de ponta, além de uma forma de ouvir o grito de socorro da própria natureza, carente de conservação. Com o sol e o vento ao dispor do Brasil, o que falta para que as fontes de energia solar e eólica sejam, de fato, uma realidade?

É possível presumir a resposta para essa questão – que também constitui uma das principais demandas da década: transpor as barreiras para gradativa substituição da energia oriunda de combustíveis fósseis e de hidrelétricas. As fontes alternativas de energia começam a ser exploradas no Brasil, é verdade. A eólica um pouco mais, mas pouco. Já a solar precisa ser muito estimulada.

Para tanto, vai ser necessário combinar duas palavras: iniciativa e investimento, a exemplo da experiência marroquina, que busca valorizar os próprios recursos energéticos. O plano energético daquele país estabeleceu a meta de abastecer cerca de metade da demanda por consumo de energia do país por meio de energia solar, hidráulica e eólica, até 2020.

Situada próximo à Rabat, capital de Marrocos, a cidade de Ain Beni Mathar está se tornando uma referência no quesito energia que provém do sol. A inspiração de criar uma central solar surgiu pelo fato de, aproximadamente, 97% da energia do país ser importada.

Ao contrário da energia fotovoltaica, cuja produção advém diretamente da luz do sol, a central utiliza o calor para gerar eletricidade. Refletidos pelos 75 mil painéis espelhados, os raios solares aquecem um óleo mineral especial, cujo vapor se mistura com outra fonte de energia, uma usina de gás natural instalada no mesmo local. Quando misturados, os vapores geram eletricidade e são condensados, retornando à etapa inicial do processo.

A principal vantagem da central é o reaproveitamento de energia, já que se trata de um circuito fechado. Para que a central obtivesse sucesso, foi necessário investir em equipamentos modernos, como o sistema de ventilação de 27 milhões de euros. Com ele, dos cinco milhões de metros cúbicos de água que seriam gastos, 800 mil passam a ser suficientes, ou seja, um quinto de água possibilita o mesmo desempenho. A expectativa é que até 2020, 15% da energia elétrica do país advenha desse processo, resultando na economia anual de um milhão de toneladas de petróleo. Para isso, o governo do Marrocos pretende inaugurar mais 4 parques solares nos próximos 8 anos. O objetivo é economizar um milhão de toneladas de petróleo por ano.

Além de evidenciar a decisão em investir em recursos locais, a criação da central solar aumentou a geração de empregos.

Ao transpor o tema para a realidade ao Brasil, conforme o programa Cidades e Soluções, veiculado em agosto de 2012, chega-se a Belo Horizonte, Minas Gerais, o estado com o maior número de coletores solares instalados. Entretanto, os dois milhões e meio de coletores ainda representam uma tímida participação quando comparados à presença das hidrelétricas.

Urge que o governo brasileiro opte por uma matriz energética diversificada e amplie a participação social no plano energético nacional. Ou, continuará faltando iniciativa e investimento maciço em fontes alternativas de energia, especialmente a solar.

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