Em 30 anos de caminhada mais de 10 mil trabalhadores e trabalhadoras já foram apoiados pela Cáritas em organizações coletivas de produção, comercialização e consumo. É também por meio da Economia Popular Solidária que a Rede Cáritas luta pela emancipação social e econômica de diversas comunidades em todo o país. Confira na linha do tempo.

Anos 80:  a criação de um instrumento não assistencialista para enfrentar a pobreza com os pobres: os PACs (Projetos Alternativos Comunitários). Entre outros, os PACs apoiaram projetos de participação na Constituinte de 1988, de organização de segmentos populares do campo e da cidade, de iniciativas de combate à fome, via  grupos produtivos.

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Cisternas garantem a captação e o armazenamento de água de milhares de famílias no semiárido brasileiro.

Cisternas garantem a captação e o armazenamento de água de milhares de famílias no semiárido brasileiro.

Manifestação Popular na Constituinte de 1988

Manifestação Popular na Constituinte de 1988

É organizado o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) que dão início às lutas por Reforma Agrária no país.

É organizado o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) que dão início às lutas por Reforma Agrária no país.

Anos 90 – início: a avaliação dos PACs resultou em proposições que reordenaram a estratégia da Cáritas: separação das ações tipicamente produtivas das ações sociais não produtivas; regionalização dos PAcs; provocação sobre a interação mais efetiva dos PACs junto aos movimentos sociais nascentes.

Anos 90 – fim: construção da articulação das organizações de fundos de pequenos projetos apoiadas pela cooperação internacional. Imposições néo-liberais européias para transformar os PACs em carteiras de crédito na lógica bancária. Ruptura da Cáritas e criação do Fundo Nacional de Solidariedade a partir da Campanha da Fraternidade pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

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2000: criação das linhas de ação nacional à Economia Popular Solidária, incorporando os PACS com um dos instrumentos e definindo ações articuladas em redes com demais organizações. Fórum Social Mundial favorece a articulação. Encontro da Cáritas Cone Sul (Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile) em Porto Alegre, junto à Feira Estadual da Economia Solidária.

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2003/2004: mobilização para construção do Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES) e da Secretaria Nacional de Economia Solidária (SENAES).  Carta de Princípios e Plataforma de Lutas. Reforço permanente (todos os anos). Articulação do Projeto dos Centros de Formação em Economia Solidária (CFES) é assumida pela Cáritas na Feira de Santa Maria como espaço de mobilização nacional da Economia Solidária. Divulgação do livro “20 anos de economia Solidária: dos PACs à Economia Solidária”. Sistematização e publicação da experiência do Projeto Cooesperança.

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2005/2006: Seminário sobre desenvolvimento sustentável e divulgação do caderno junto aos preparativos da I Conferência Nacional da Economia Solidária. Encontro em Santa Maria da Comissão Episcopal da América Latina (CELAM), dirigentes de Pastorais Sociais de toda a América Latina e Caribe. I Conferência Nacional da Economia Solidária.

O então presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seu discurso durante a I Conferência Nacional de Economia Solidária

O então presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seu discurso durante a I Conferência Nacional de Economia Solidária

2007/2008/2009: intercâmbios nacionais – Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais, Ceará, Bahia, Maranhão. Seminário Nacional de Fundos Solidários e sistematizações. Seminário da Advocacia Geral da União (AGU) reconhece a legalidade dos Fundos Rotativos Solidários. Participação IV Plenária Nacional do FBES. Articulação do Projeto CFES é assumida pela Cáritas.

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2010: Campanha da Fraternidade – Economia da Vida. Início da campanha de assinaturas para projeto de Lei de reconhecimento da Economia Solidária. II Conferência Nacional da Economia Solidária. Campanha presidencial: compromisso dos candidatos com o Marco Regulatório das organizações da sociedade civil. Articulação do Projeto Brasil Local é assumida pela Cáritas.

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2011: mobilização frente ao Projeto de Lei juntando micro empresa e Economia Solidária. Assembleia Nacional de Cáritas assume o Desenvolvimento Solidário Sustentável e Territorial (DSS-T) como diretriz nacional do quatriênio. A articulação do projeto Fundos Solidários é assumida pela Cáritas.

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2012/2013: avaliações dos projetos governamentais. Participação na Cúpula dos Povos – Rio+20. Negociações do CFES para sua segunda etapa, também assumida pela Cáritas. Esboço do projeto auto-avaliação dos 13 anos de Economia Solidária como linha de atuação. Participação na V Plenária do FBES.

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Delegação da Cáritas presente na Mobilização Global que ocorreu em 2012 durante a Cúpula dos Povos, evento paralelo a Rio+20

Delegação da Cáritas presente na Mobilização Global que ocorreu em 2012 durante a Cúpula dos Povos, evento paralelo a Rio+20.

Por Thaís.

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