Com o objetivo de chamar a atenção de toda a sociedade para os problemas enfrentados pela população, a 19ª edição do Grito dos Excluídos e Excluídas traz esse ano a tema Juventude que ousa lutar constrói o projeto popular, tem por finalidade evidenciar e denunciar a situação dos jovens, principalmente os exterminados.

Os assassinatos de jovens aumentaram 580% nos últimos dez anos. No Brasil, 32 jovens de até 19 anos são assassinados todos os dias, segundo Mapa da Violência 2012. Por ano, são registrados cerca de 50 mil homicídios e desse total, mais de 40% das vítimas são jovens, principalmente os que vivem nas periferias em sua maioria negros e negras.

O Grito, promovido pelos movimentos sociais ligados à Igreja Católica, ocorre todos os anos no dia 7 de setembro e em 2013 atinge mais de mil cidades. Neste ano o Grito dos Excluídos e Excluídas espera ganhar força com a adesão de manifestantes que, desde junho, protestam nas ruas contra as injustiças, a violência e a corrupção.

“Esperamos que nenhum grupo se aproveite das manifestações para fazer baderna, porque o Grito dos Excluídos tem objetivos claros e nunca registrou violência”, disse Luciene Andreoli, da coordenação nacional do movimento em entrevista coletiva realizada na última semana, na sede regional da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília (DF).

O Grito dos Excluídos e Excluídas surgiu em 1995 por iniciativa das pastorais sociais. A Rede Cáritas Brasileira, como uma entidade que luta pela causa dos excluídos e excluídas em busca de uma sociedade mais justa e igualitária, apoia e participa desta que é uma manifestação popular, espaço de animação e profecia aberto e plural.

Na Arquidiocese de Curitiba o Grito será em Colombo, Paraná, na Paróquia Santa Terezinha, na Estrada da Ribeira, 958. Será das 08:00 h até ao meio dia.

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