A Cáritas Brasileira, em parceria com o Governo Federal, assumiu o projeto de Fundos Solidários, o qual pretende incentivar as finanças solidárias. Dentro do Plano de Trabalho consta a realização do intercâmbio de experiências de Fundos, e com isso, a Cáritas promoveu o Intercâmbio Nacional de Fundos Rotativos Solidários, dos dias 15 a 17 de Julho, Rio Grande do Sul.

Foto: Cáritas Brasileira

Estiveram presentes cerca de 60 pessoas, de todas as regiões do Brasil. No primeiro dia aconteceram as partilhas de experiências, bem como um aprofundamento sobre Fundos Rotativos Solidários; já no segundo, o grande grupo foi dividido em três núcleos: um deles visitou o Banco de Sementes Crioulas, na cidade de Cruzeiro do Sul, o outro conheceu o trabalho do Empreendimento Produtivo Agroecológico, na cidade de Pinhal Grande, e o terceiro núcleo visitou a experiência de Fundo Diocesano de Solidariedade de Cruz Alta, na cidade de Joia.

Os dois representantes da Cáritas Paraná viveram a experiência de conhecer o Fundo Diocesano de Solidariedade, onde visitaram alguns projetos apoiados pelo Fundo na Cidade de Joia. A acolhida foi no Salão da Igreja Matriz São José, com muita animação e músicas próprias da região. Na sequência houve mística e a apresentação das experiências de fundo de Solidariedade da Diocese. Já no período da tarde, apresentações culturais e a apresentação da Rede Mandioca do Maranhão. “A comunidade apresentou sua experiência, principalmente o trabalho feito por meio da conscientização na escola”, conta Amauri Mossmann, secretário-executivo da Cáritas/PR, que também participou do evento. “Na parte da tarde fomos visitar o Assentamento Rondinha, onde tivemos a partilha da padaria comunitária Padaria Mãe Terra, na qual cerca de 30 mulheres trabalham. Lá tem a panificadora, a produção de conservas e o cultivo de plantas medicinais”, complementa.

Segundo os representantes da Cáritas Paraná, foi uma experiência ímpar, onde puderam perceber como um grupo organizado realmente transforma vidas, e para melhor. Além disso, também tiveram a oportunidade de conhecer o poder do trabalho em comunidade, tendo a alegria de ver, na prática, o que aprende-se nas teorias. “A transformação passa pela formação, pude ver isso na formação dos grupos que é uma formação além do parâmetro acadêmico. É uma formação social. Realmente foi uma visita ‘joia em Joia’, muito impactante para o núcleo do qual participei, que tinha o nome de Girassol e, após a visita, mudou seu nome para ‘Núcleo Jóia’”, relata Amauri.

Rafaela Bez, estudante de jornalismo e voluntária de comunicação da Cáritas Paraná e Amauri Mossmann, secretário-executivo da Cáritas/PR

No related posts.