Por Manoel Solorio - Enquanto são escritas estas linhas, as informações sobre as vítimas do ataque militar do exército israelense sobre Gaza circulam pelos diversos portais de notícias internacionais. As grandes corporações midiáticas “retratam” a crueldade desses atos com imagens medidas e linguagem ambígua por parte dos seus apresentadores.

Falam eles sobre “combates”, narram a situação como se se tratasse de um conflito entre duas forças em iguais condições. Com afirmações próximas de mitos, os meios de comunicação distorcem a informação e, cobertos pelo preceito da “objetividade”, escondem descaradamente os crimes de uma potência militar contra um povo indefeso.

O regime de Israel, criado em 1948 com anuência das potências ocidentais em territórios árabes, impunemente castiga os habitantes das terras invadidas com todo arsenal bélico de última geração. O patrocínio dos Estados Unidos concede os sionistas US$ 30 milhões para equipar seu exército. Ajuda econômica que, junto do lobby sionista, aceita a máquina de morte que é o exército israelense.

A cifra de mortos cresce conforme passam as horas, superando cinco centenas. Um número considerável são crianças. As imagens são aterradoras: crianças com seus membros destroçados, pessoas assassinadas por projéteis com as vísceras expostas.

O silêncio das corporações midiáticas internacionais e seus empregados as converte em cúmplices de tal atrocidade.

Nada pode justificar tal barbárie. Nem sequer a mitologia que inspirou os sionistas a pensar na “terra prometida”. Nada justifica o ataque diário a milhares de pessoas por sua raça e religião, nem sequer a história de vitimização que usualmente os judeus usam.

Nada justifica o roubo, a humilhação, o ultraje e o ódio que cultiva o regime de Israel e os sionistas contra o mundo árabe e o Islã. Nada justifica o silêncio da imprensa por sua subordinação ao lobby sionista diante dos assassinatos e da destruição da Palestina.

Nada pode justificar a barbárie. Os palestinos não são humanos? Não têm o direito de praticar a sua religião e gozar de uma nacionalidade? Por que não denunciar o regime de Israel? Por que não falar em voz alta sobre as violações aos direitos humanos, o uso de fósforo branco, os cortes sistemáticos de energia elétrica e água potável, as revistas vexatórias? Por que não dizer que o regime de Israel é uma nação racista e xenófoba? Por que não chamar Benjamin Netanyahu de criminoso, como seu antecessor, Sharon? Nada justifica a barbárie!

No related posts.