No mês de julho aconteceu a Feira de Santa Maria, e tendo em vista a comemoração dos 30 anos de Economia Popular Solidária, a Cáritas, que esta articulada em Rede no Brasil, construiu a rede de Economia Popular Solidária, a qual constitui, pelo menos, um representante por regional. Para qualificar a Rede cada vez mais, a Cáritas utiliza do espaço da Feira de Santa Maria e realiza encontros com os representantes e também com os que trabalham utilizando a Economia Popular Solidária.

Neste ano, o encontro contou com a participação de 60 pessoas, representantes da maioria dos Estados e de todos os regionais. “Foi um encontro muito rico devido troca de experiência e dos trabalhos realizados em cada regional”, conta Amauri Mossmann, secretário-executivo da Cáritas/PR.

A caminhada da Cáritas

Também no encontro, foi recordado o inicio dos trabalhos com a Economia Popular Solidaria através dos Projetos Alternativos Comunitários (PACs), “eles se afirmaram pelas suas ações alternativas comunitárias, mas pouco se manifestavam frente aos desafios em rede e ao desenvolvimento local”, explica Amauri. A partir disso, caminhada da Cáritas foi evoluindo com as reflexões que distinguem as comunidades, grupos e associações locais como agentes de desenvolvimento local desde que sintonizados com a definição de territórios e do desenvolvimento territorial. “Por fim, a trajetória da Rede Cáritas foi voltada para ações junto aos segmentos mais vulneráveis e hoje percorre uma caminhada que vai do ‘dar o peixe’, para o ‘ensinar a pescar’ e desemboca no ‘pescar juntos’”, conclui.

Encaminhamentos

Na tenda da Rede Cáritas, na Feira de Santa Maria, também foram apontadas algumas atividades e encaminhamentos que deverão ser aprofundadas e encaminhadas neste ano dentro da Rede: a criação de um grupo de e-mails; criação de uma agenda comum no google; uma oficina nacional sobre a Economia Popular Solidária e intercâmbio a partir de projetos já assumidos pela Cáritas Brasileira.

“A Economia Popular Solidária mostra que é possível sim e um novo mundo já acontece. Este novo jeito, de ser e fazer vem humanizar a garantir os direitos a todos os cidadãos”, conclui.

Por Rafaela Bez, estudante de jornalismo e voluntária de comunicação da Cáritas PR

No related posts.