Por Douglas Marques, psicólogo do Centro de Referência em Direitos Humanos Dom Helder Camara

Em uma iniciativa do Centro de Referência em Direitos Humanos e do Centro Marista de Defesa da Infância, aconteceu nos dias 21 e 22 de julho, o mini-curso “O direito de ser criança”, o qual buscou suscitar uma discussão que tem sido relegada ao esquecimento em nossa sociedade: afinal, qual é a noção de criança que temos no século XXI? Para responder este questionamento, participantes de diversas instituições trouxeram seus conhecimentos e experiências para o debate.

No primeiro dia, representando o Centro Marista de Defesa da Infância e o projeto “Brincadiquê?”, estiveram presentes Leandro Aparecido da Silva e Viviana Rosa, trabalhando a concepção de criança, o direito de brincar e as legislações relacionadas à temática.

Além deles, estiveram presentes as psicólogas da associação Serpiá: Consuelo Carolina Sanhueza Arancibia Patitucci, também educadora brinquedista e responsável pela brinquedoteca, e Maria Augusta de Mendonça Guimarães, psicanalista na instituição. Suas falas contemplaram a importância das escolhas no ato de brincar, com exposição de casos da brinquedoteca da associação,  e a influência da brincadeira no processo de constituição subjetiva da criança e sua importância no desenvolvimento infantil.

No dia 22 o debate continuou com a apresentação da Bruna Cardoso, assistente social do Centro de Referência em Direitos Humanos Dom Helder Camara – Cáritas. Sua fala traçou um panorama de crianças e adolescentes em situação de rua ao longo da história do Brasil.

Ao final, a psicanalista Rosa Maria Marini Mariotto compartilhou parte do conhecimento adquirido ao longo de suas pesquisas e de sua carreira, trazendo uma visão crítica da psicopatologização e medicalização da infância, fenômeno contemporâneo em lamentável ascensão.

Em agosto realizaremos nova formação, dessa vez sobre migrações. Aguardem maiores detalhes!

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