No dia 12 de novembro comemora-se aniversário da Cáritas Brasileira, sendo que neste ano (2015) celebram-se 59 anos de história da entidade. Fazer memória das ações da Cáritas ao longo de sua história, é fazer memória às lutas do povo, a luta por conquista e efetivação de direitos. Desta forma a Cáritas promove todo ano, na semana de seu aniversário a Semana da Solidariedade.

A Cáritas sempre esteve e está presente na luta pela vida das juventudes e pelos direitos da população jovem – 15 a 29 anos – que corresponde a cerca de 27% da população brasileira. O Brasil é o país onde mais se mata no mundo, com altos índices de homicídios. E são as juventudes, em especial a juventude negra e pobre, a principal vítima dessa violência. Este ano, em sintonia com a celebração do Ano da Paz, proposto pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, e a Campanha da Rede Caritas Internacional “Uma Família Humana – Pão e Justiça para todas as pessoas”, a Semana da Solidariedade 2015 vem denunciar a violência e extermínio das Juventudes.

 “Nunca mais a violência, nunca mais a guerra”, são palavras do Papa Francisco que iluminam a Semana da Solidariedade 2015, que denuncia o extermínio da juventude, uma vez que só em 2014, foram assassinados mais de 30 mil jovens em todo o país – 78% negros. Isto corresponde a mais de 80 jovens por dia, 7 jovens mortos a cada duas horas. O equivalente a queda de um avião lotado só com jovens a cada dois, a diferença é que ao contrário dos acidentes aéreos a mortes desses/as jovens são invisíveis a sociedade, à mídia. O estado do Paraná é o 12º estado brasileiro que mais mata jovens por arma de fogo, sendo que 13 municípios paranaenses se encontram na lista das 100 cidades com maior índice de assassinatos de jovens por arma de fogo.

Como forma de vivenciar a Semana da Solidariedade 2015, a Cáritas sugere a realização de jogos e ações coletivas, espaços de viver lúdico e colaborativo. Nessas práticas, pode-se experienciar a cooperação, rompendo com o individualismo, sendo também espaços para estimular a criatividade, o diálogo e apoio coletivo, confiança, mediação, resolução de problemas e o desejo de realização. Como por exemplo: atividades esportivas, tardes de lazer, caminhadas pela paz, vigílias, oficinas.

Por Leoncio Santiago Agente Cáritas da Cáritas Regional Paraná; Membro da Coordenação Colegiada da Pastoral da Juventude da Arquidiocese de Curitiba.

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