“O homem é um estúpido, é um teimoso que não vê. O único animal que tropeça duas vezes na mesma pedra”, disse o Papa Francisco em sua viagem de volta da Colômbia aos jornalistas se referindo às mudanças climáticas e à inércia dos governos com relação ao aquecimento global. “Os cientistas dizem claramente qual é o caminho a seguir”, completou o pontífice.

Não é preciso ir muito longe para entender o que Francisco quis dizer. No caminho do retrocesso, a Assembleia Legislativa do Paraná se prepara para votar o Projeto de Lei que pretende reduzir a Área de Preservação Ambiental da Escarpa Devoniana, região que atravessa de norte a sul o Estado entre o primeiro e segundo planaltos, “onde existe uma conjunção de fatores que contribuem para a sobrevivência de outros ecossistemas do Estado”, explica Paulo Castella, coordenador de Educação Ambiental da Secretaria de Meio Ambiente. “Basta olhar o mapa e observar para onde se conjugam as calhas dos rios mais importantes do Paraná”, completa.

O segundo planalto paranaense é uma esponja, explicam os biólogos, que absorve, drena e devolve boa parte da água que forma rios como o Rio Tibagi, o Iapó, o Pirapó e o das Cinzas, entre outros riachos. È das nascentes que estão na APA da Escarpa Devoniana que vem a água que abastece Ponta Grossa, por exemplo.

“Entregar dois terços dessa área de proteção ao agronegócio e à especulação é incoerente por que vai, num futuro muito próximo, afetar não só o meio ambiente no entorno da escarpa, mas o abastecimento e a qualidade de vidas nas cidades”, completa Castella.

Fonte para entrevistas:

Paulo Castella – Engenheiro Agrônomo da Secretaria Estadual do Meio Ambiente 41-999570587

Comitê Pró-APA da Escarpa Devoniana

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